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COMO ERA O ENSINO NA ÉPOCA DE JESUS

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Material produzido pelo Pastor Eliseu Fernandes

RESUMO: Este artigo propõe uma análise da educação na Palestina do século I, devido a forte influência que a educação proporciona ao homem, contudo a discrepância do ensino elitista e acadêmico e o popular tecnicista, como esse estudo fomentou na mente de Jesus um modelo inclusivo e libertador a partir da dinâmica da vida das pessoas do seu tempo. Logo, o ensino que buscava a conscientização de cidadania, algo que veríamos posteriormente com o construtivismo.   

Palavras-chave: Jesus, educação tecnicista, educação básica, elitismo.

ABSTRACT: this paper proposes an analysis of the education in 1st century Palestine, due to strong influence that education provides to humans, however the elitist and academic education discrepancy and the popular technical, as this study fostered in the mind of Jesus a model inclusive and liberating from the dynamics of the life of the people of his time. Soon, the teaching that sought to raise awareness of citizenship, something we'd see later with constructivism.

Keywords: Jesus, technical education, elementary education, elitism.

 O ensino popular palestinense do século I, era um ensino básico, ou no mais, tecnicista, (mal comparando, desde que a profissão dependendo do contexto era acima de tudo familiar, ou em outra hipótese conseguir uma família rica que custeasse os educados, que aqui não é o caso) isto é, o homem deveria saber o básico em nível de conhecimento, o ensino era perpassado pelo educador (Hazzam) que repetia em voz alta algum trecho da Bíblia Hebraica.

O alunado repetia para memorizar o conhecimento (técnicas mnemônicas) e depois, com o tempo aprendia o alfabeto, assim, poderia através dos Escritos Judaicos (principalmente a Lei ou Torah) conhecer sua língua materna (FILHO, 1984, p.40).

E como a vida era centrada na religião, no trabalho e sobrevivência diária, o ensino “tecnicista” era indispensável, desse modo, era demasiadamente vital ter uma profissão. Especificamente Jesus era chamado de carpinteiro no grego temos o termo τεκτων (tekton) já que José seu pai adotivo o era. (São Mateus 13,55; São Marcos 6,3).

Essa palavra tekton tem diversos significados, sendo o mais comum o de artesão em madeira, desde construtor em geral, assim, de navios a outros serviços pesados com madeira ou metal, poderia ser muito bem traduzido como mestre de obras, assim é possível que José o tenha desempenhado na cidade de Séforis, esta ficava cerca de 6 Km  de Nazaré.

A profissão era hereditária na Antiguidade Clássica, logo, a profissão do pai era passada pelo ensino familiar ao filho para a continuidade da sobrevivência da família. Como o próprio provérbio judaico afirma: "Não ensinar ao filho a trabalhar é como ensinar-lhe a roubar.” Isso nos alerta que todos precisavam de uma profissão.

Vale lembrar que a taxação era sobre todo o produto produzido, importado ou exportado, porém a taxação poderia chegar até 65% da produção manufatureira e agrícola do camponês desse período (OAKMAN apud O’CONNER, 2008, p.89)  

Assim, alguém que chegasse com a voz profética[1] era bem-vindo para aquele povo explorado desde a religião (Monopólio do templo pelos sacerdotes ) a vida civil ( a taxação de impostos obrigava a um pai de família a se submeter a qualquer tipo de trabalho, mesmo os considerados mal vistos pela sociedade) e social (o povo era considerado maldito por desconhecer a Torah - São João 7,49).

Então, percebe-se que tanto os leitores sinagogais quanto o ensino tecnicista na Palestina estava embasado na memorização e prática dos conhecimentos adquiridos para a vida. Uma vida árdua, mas preenchida de esperança, a esperança de uma vida melhor. Assim, funde-se a História de um povo, e a memória na formação dos educandos judeus.

Tal como as relações entre memória e história, também as relações entre passado e presente não devem levar à confusão e ao ceticismo. Sabemos agora que o passado depende parcialmente do presente. Toda a história é bem contemporânea, na medida em que o passado é apreendido no presente e responde, portanto, aos seus interesses, o que não é só inevitável, como legítimo. (LE GOFF, 1990, p.51)

A vida como um todo é ditada pela religião e pela elite sacerdotal, portanto, as festas, as celebrações e outras atividades realizadas em Jerusalém ativava a memória do povo judeu desse período sob o domínio romano da “pax romana”.  Ademais, a educação em geral na Palestina, para os judeus era prioritariamente para formar leitores sinagogais (SAULNIER e ROLLAND, 1983 p. 47). 

É necessário rememorar que a Judeia era o foco religioso, o cêntrico do judaísmo do século I, e visivelmente conduzia a religiosidade do povo, e a manutenção do status quo das classes sociais distintamente segmentadas nesse período.

Portanto, a educação era limitada ao trabalho, à subsistência das pessoas, e era socialmente relativo ao estrato social. Onde a mobilidade social era quase nula ou estaticamente quase imutável. O ensino “superior” estava ligado a realeza herodiana que por sua vez, estudava fora da Palestina, bem com a classe sacerdotal, e os escribas e fariseus, além desses grupos, apenas estrangeiros com uma educação melhor que a da Palestina

A divisão do povo nessas categorias não se basearia no nascimento ou na riqueza, mas seria feita por um processo de seleção que levasse em conta a capacidade de cada indivíduo para aproveitar a educação que lhe fosse dispensada. Assim, os lavradores, os artífices e os mercadores seriam aqueles que demonstrassem a mais baixa capacidade intelectual (BURNS, p.273)

Decerto que esse entrave social facilitava a subserviência da população palestinense á dominação da aristocracia e a manutenção da pax romana na região, e ao mesmo tempo a exploração favorecia os movimentos de libertação, messiânicos e xenofobia. O ideário educacional religioso fomentava a sede por libertação, ainda mais quando o professor ensinava sobre a libertação da escravidão do Egito pelo poder de Jeová. Logo, na mente do alunado esse aprendizado deveria ser prático e real.

Assim, mais uma vez no tempo histórico temos o conhecimento sendo objeto de controle e de disputas de poder, vê-se um interesse de uma minoria sobre a maioria. Podemos citar a frase de Baruch Espinosa: “Cada um tem tantos direitos, segundo o poder que tem.” A educação contribui para empoderar a população e ajudar na constituição da cidadania, aliás, na época mais excludente possível.

Decerto, o ensino de Jesus era “construtivista” devido a importância de construir junto ao ouvinte uma nova mentalidade a partir dos conhecimentos da vida, e esse ensino proporcionava uma nova oportunidade de pensar, refletir e questionar a vida.

Construtivismo, segundo pensamos, é esta forma de conceber o conhecimento: sua gênese e seu desenvolvimento – e, por consequência, um novo modo de ver o universo, a vida e o mundo das relações sociais. (BECKER, 1994, p.93)

Portanto, para a classe sacerdotal hierosolimita (de Jerusalém) era perigoso, imaginemos que tanto o lado romano quanto o sacerdotal tinham informantes entre os que acompanhavam a Jesus, apenas para comunicar a essas classes o que estava sendo dito, se demonstrava perigo a segurança da nação judaica ou a dominação romana.  Então, é por isso que o Estado no tem interesse verdadeiro em investir em educação, precisa de uma massa de manobra para os fins que deseja realizar.

Considerações Finais

Em análise de oposição de educação tecnicista do tempo de Jesus com a educação construtivista proposta por ele, não que a tecnicista fosse ruim, porém, era altamente necessária para a sobrevivência, contudo, limitava a capacitação humana da população, mas se houver uma miscigenação do tecnicismo com o construtivismo, teremos trabalhadores politizados e com a conscientização de cidadania.

Na Palestina do século I fora algo fantástico que chamava a atenção do povo, que reconhecia em Jesus a voz profética (a comunicação contra as injustiças sociais) e a palavra profética (a revelação divina na comunicação de uma mensagem). A importância da educação conscientizadora é relevante desde a Antiguidade e hoje não é diferente.

BIBLIOGRAFIA

BÍBLIA DE JERUSALÉM, Nova edição revista, Ed. Paulus, 1996.

BELLAN, Zezina S. Andragogia em ação: Como ensinar adultos sem ser tornar maçante, São Paulo, SOCEP, 2005.

BINGEMER, Maria C. L. YUNES, Eliana (Orgs) Profetas e Profecias: Numa Visão Interdisciplinar e Contemporânea, Rio de Janeiro, PUC-Rio / Ed. Loyola, 2002.

CHEVITARESE, André L. CORNELLI, Gabriele, SELVATICI, Monica (Orgs.)  Jesus de Nazaré, uma outra história. São Paulo, Annablume FAPESP, 2006.

O’CONNER, Jerome M. Jesus e Paulo, Vidas Paralelas, São Paulo, Paulinas, 2008.

FILHO, Paulo Leminski. Jesus a. C., São Paulo, Brasiliense, 1984.

GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho: Ensinar-e-aprender com sentido. Novo Hamburgo, Feevale, 2003.

LE GOFF, Jacques. História e memória. Trad. Bernardo Leitão, et. al., São Paulo, UNICAMP, 1990.

OLIVEIRA, Pérsio. Introdução à Sociologia: Conceitos básicos para a compreensão da vida social. São Paulo, Ática, 2001.

PILETTI, Nelson. Sociologia da Educação. São Paulo, Ática. 2006.

SAULNIER,C. ROLLAND, B. A Palestina no Tempo de Jesus, Trad. José R. Vidigal, São Paulo, Paulus, 1983.

WILSOM, A. N. Jesus, um retrato do homem, Trad. Ruy Jungmann, Rio de Janeiro, Ediouro, 2000.

Outras fontes

NADOLNY, Paul. Arquivologia do Antigo Oriente, Universidade Metodista de São Paulo, disponível em http://www.metodista.br/arqueologia/artigos/2012/israel-seforis-1, acesso dia 20/12/2013 às 22: h00.

BECKER, Fernando in : http://www.crmariocovas.sp.gov.br/dea_a.php?t=011< acesso dia 05/11/2013 às 23:h00.

[1] Diferencia-se voz profética de palavra profética, segundo o Pr. Fábio Damasceno no livro: Profetas e Profecias, Numa visão interdisciplinar e contemporânea editado pela PUC-Rio e Ed. Loyola p.31.  

VIDEOS

Nesta lição, o comentarista dispõe-se a responder à seguinte pergunta: Santidade é uma virtude que ficou restrita aos indivíduos que, em tempos antigos, viveram enclausurados em conventos ou monastérios, isolados como eremitas, separados da sociedade, longe do convívio social, ou trata-se de uma realidade perfeitamente possível aos cristãos do presente século?

 

Bereana Liçã0 10 - Fidelidade Incondicional a Deus

Lição Ministrada pelo Professor Jailton Lima 01/06/2018

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Resumo da Lição 10 - Fidelidade Incondicional a Deus

Nesta lição, o autor pontua que o verdadeiro cristão esforça-se para ser fiel a Deus em todas as circunstâncias: na pobreza ou na riqueza; na escassez ou na abastança; na saúde ou na doença. O autor discorre sobre as áreas da existência em que o crente pode demonstrar sua fidelidade, apontando, ao final da lição, as recompensas reservadas para aqueles que se mantêm fiéis ao Senhor.

 

Bereana Lição 08 - O Fruto espiritual

Lição Ministrada pelo Pastor Vicente Sabatino.

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Painel Teológico da Central Gospel | Ser um Verdadeiro cristão | 02/03/18

Hoje às 19h30 será realizado pela Central Gospel o painel teológico sobre a nova revista da escola bíblica dominical: Ser um verdadeiro cristão. O comentarista da lição do próximo trimestre é o nosso pastor Silas Malafaia, que irá tratar de assuntos referentes a vida cristã, como fé, conflitos, fruto do Espírito, esperança, adoração, entre outros.